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  • Foto do escritorAlex Lima

Empatia




Certa ocasião um escritor famoso estava no metrô, sentado, e calmamente lia o seu jornal. O vagão não estava cheio e tudo estava calmo.

Na parada em uma das estações, entrou um pai com dois filhos brigando muito um com o outro e se sentaram ao lado dele. Os meninos não paravam. Pulavam, corriam de um lado para o outro e falavam alto e imediatamente tiraram a paz de todos no vagão.

O pai, sentado e com os olhos fechados, parecia não ligar para o que estava acontecendo. Foi então que o escritor não resistiu à indiferença do pai e, irritado, virou-se para ele e perguntou por que não fazia alguma coisa para controlar os filhos. O pai, parecendo notar a situação pela primeira vez, respondeu:

-“É verdade, desculpe-me. Saímos agora do hospital onde a mãe deles acabou de falecer. Eu não sei o que fazer e parece que eles também não...”

O escritor se desculpou e passou a consolar o homem. Imediatamente, toda a sua irritação contra o pai e as crianças desapareceu e deu lugar à empatia.

O que transformou o comportamento do antes irritador escritor? Foi a maneira como ele olhou a situação. Antes da informação dada pelo pai, ele apenas olhava a cena pelas lentes e seus valores e princípios. “Como pode um pai permitir que os filhos sejam tão mal-educados? Se fossem meus filhos...” Mas depois da informação, sua maneira de ver mudou tudo.

Note que não houve alteração nas pessoas: as crianças não pararam de se comportar mal, nem o pai fez nada para controlá-las. Apenas a ótica da situação mudou e, com ela, o comportamento do escritor.


Lembrem-se dos presos, como se estivessem na cadeia com eles; dos que sofrem maus-tratos, como se vocês mesmos fossem os maltratados.

Hebreus 13:3

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