O Fariseu e o Publicano


Muitos cristãos estão mais preocupados com a sua aparência espiritual exteriorizada diante das demais pessoas do que diante das demais pessoas do que diante de Deus. Por causa disso, eles procuram esconder o que realmente está se passando dentro de seus corações, em suas mentes, como por exemplo suas dúvidas, recalques, complexos e etc. O diabo então, se aproveitando dessa situação , tem procurado influenciar com ideias antibíblicas e nocivas à saúde espiritual.

A palavra "sincera" surgiu no meio dos oleiros. Estes faziam vasos de barro e quando os punham para secar ao sol, era comum que alguns rachassem por algum motivo qualquer. E para não perdê-los, o oleiro, então, cobria suas rachaduras com cera. E depois de serem todos pintados ficava bastante difícil identificar o sem cera do com cera. A pessoa sincera, portanto, seria aquela "sem cera".

Ora, é certo que o Espírito Santo em hipótese alguma, Se submeteria a ocupar um vaso com cera. Isto é, Deus não pode suportar a hipocrisia, o fingimento ou a máscara do engano. Podemos ver isso claramente nas palavras duras e revoltosas do próprio Senhor Jesus direcionadas aos escribas e fariseus, quando disse: "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho, e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da lei, a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas cousa, sem omitir aquelas." ( Mateus 23.23).

Os escribas e fariseus são tipicamente pessoas insinceras, pois se preocupam com a opinião dos outros em relação a si mesmas. Eles temem macular o seu exterior porque isso lhes custaria grande prejuízo para a sua vaidade pessoal. Apesar de aparentarem uma religiosidade, eles não têm nenhuma preocupação em agradar a Deus, mas, sim, aos homens. Porque destes eles podem receber honras e louvores. É como disse o Senhor Jesus: "Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e de iniquidade."(Mateus 23.28).

Deus sonda e conhece perfeitamente os corações e até mesmo suas intenções. O fato de alguém fazer parte integrante de uma igreja, contribuir com o seu trabalho exaustivamente e ainda assim permanecer alijado das bênçãos divinas deve ser avaliado à luz da própria Palavra de Deus. Há que se fazer um exame instrospectivo e examinar se este está sendo realmente sincero diante de Deus. Pois pode ser que esse alguém esteja na condição daquele fariseu que subira ao templo para orar juntamente com o Publicano: "E posto em pé, orava de si para si mesmo desta forma: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicado; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho". Mas o publicano, considerado um pecador por natureza, também estando em pé e de longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito uma reverência e um temor, dizendo: "O Deus, sê propício amim, pecador!" (Lucas 18.11-13). O Senhor disse que este desceu justificado para a sua casa, enquanto que o religioso fariseu, não. A sinceridade revela humildade e pureza do coração. E isto é o que agrada a Deus.


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