Louco!


“Nesse ponto, um homem que estava no meio da multidão lhe falou: Mestre, ordena a meu irmão que reparta comigo a herança. Mas Jesus lhe respondeu: Homem, quem me constituiu juiz ou partidor entre vós? Então, lhes recomendou: Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui” (Lucas 12:13-15).

Com uma certa urgência, o Senhor Jesus estava preparando os seus discípulos e alguns recém-convertidos para as inúmeras perseguições que eles viriam a passar dali pra frente. Este momento intenso, cheio de sinceras exortações sobre as coisas espirituais, e sobre a necessidade de se guardar a salvação acima de tudo, o Senhor Jesus foi subitamente interrompido por um pedido que nada tinha a ver com a importância do que Jesus estava ensinando. Algum homem da multidão estava pedindo a Jesus que interviesse numa disputa sobre uma herança. Pode-se imaginar que o silêncio pairou pesadamente no ar durante algum tempo?

Quando o Senhor respondeu, foi uma forte repreensão. O interrogador, evidentemente, não tinha ouvido nada do que o Senhor estava dizendo. Seu coração estava totalmente preocupado com dinheiro/herança para ter qualquer interesse em coisas eternas. O que ele queria eram os serviços deste influente mestre para cumprir sua agenda material.

Seu erro não estava em buscar o que não era seu por direito (ele não é acusado de injustiça), nem em querer a ajuda de alguém para julgar uma disputa familiar (o que podia ser feito depois daquele sermão). Seu problema estava na obsessão que havia dentro dele para receber a sua herança ao ponto de demonstrar que todos os ensinamentos que Jesus estava dando até ser por ele interrompido podia esperar, mas a sua necessidade de ter a sua herança partilhada não podia!

Ele queria “usar” Jesus, e não segui-lo. Ele O viu, não como o Salvador da sua alma, mas apenas como um juiz banal. Muitos estão dentro das igrejas, querendo Jesus apenas para resolver seus problemas, e não para mudar seus corações.

Jesus advertiu a ele e a multidão ao redor, que a vida de um homem não consiste na “abundância de coisas que ele possui”. Em resumo, a vida de uma pessoa não pode se limitar apenas nas conquistas de bens que ela possa possuir, é muito mais do que isso! Jesus nunca condenou a riqueza, nem de sua humilde circunstância jamais a invejou, mas advertiu contra suas tentações sedutoras (Lucas 18:24-25; 16:13). Ele preveniu contra confiar nela como a essência da vida. Isso, ele disse, os matará. Paulo repetiu a advertência do seu Mestre em termos fortes: “Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males...” (1 Timóteo 6:9-10).

Portanto não devemos permitir que os nossos sonhos ou projetos dessa vida estejam tão fortes que sufoquem o nosso principal e maior objetivo que é a salvação da nossa alma!

“Não andeis, pois, a indagar o que haveis de comer ou beber e não vos entregueis a inquietações. Porque os gentios de todo o mundo é que procuram estas coisas; mas vosso Pai sabe que necessitais delas. Buscai, antes de tudo, o seu reino, e estas coisas vos serão acrescentadas.” Lucas 12:29 e 30

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