Judas, a bolsa e a Santa Ceia


Eram doze homens escolhidos por Jesus para estarem todo o tempo ao Seu lado. Um deles era Judas. “E, quando amanheceu, chamou a si os seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu também o nome de apóstolos: Simão, a quem acrescentou o nome de Pedro, e André, seu irmão, Tiago e João, Filipe e Bartolomeu, Mateus e Tomé, Tiago filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelote, Judas, filho de Tiago e Judas Iscariotes, que se tornou traidor.” (Lucas 6:13-16)


A queda de Judas representa para nós uma advertência. Causa tristeza pensar que um homem bom, escolhido, um homem que conviveu intimamente com o próprio Senhor Jesus, e que tinha todas as condições para ser fiel até o fim, tenha caído tão fundo.


A fé e o afeto de Judas por Cristo eram, no começo, nobres e dignos. Muitos doentes e possessos foram curados por Judas, e muitas aldeias da Galiléia e da Judéia receberam dele as primeiras noções sobre Jesus. No início, Judas seguia Jesus com inteireza de coração, havia na sua alma, como na dos outros discípulos ambições humanas e interesses pessoais, mas estavam sempre em segundo plano, o que importava acima de tudo era agradar o mestre. No entanto, com o passar do tempo, essa situação foi-se invertendo.


A partir daí foi-se desenvolvendo em sua alma um processo de infecção generalizada pelo câncer de um tremendo materialismo, seu coração foi-se endurecendo e distanciando-se aceleradamente de Cristo.

Mesmo conhecendo a decadência de Judas, o Senhor Jesus não lhe tirou a dignidade que tinha como discípulo. Nem lhe tirou a bolsa, e isso apesar de ser ladrão. Não hesitou em ajoelhar-se e lavar os pés sujos do traidor símbolo da sua consciência contaminada. Ainda admitiu-o na última Ceia com os demais discípulos, que a bíblia salienta ter sido na noite em que Jesus estava para ser traído, dando-lhe a oportunidade de arrepender-se.

No momento em que Judas decidiu trair Cristo e no momento em que levou a cabo a traição, em ambas as vezes os evangelhos dizem que Satanás entrou nele (Lc 22:3 e Jo 13:27) Era impossível que o Senhor Jesus não tivesse notado a terrível perturbação de que o seu discípulo padecia havia cerca de um ano, mas continuava a tratá-lo da mesma maneira: o seu olhar procurava-o amorosamente, como sempre. Essa advertência torna-se ainda mais forte, se nos lembrarmos de que não foi só Judas que traiu. Os outros discípulos também traíram o Senhor, e até o próprio Pedro o negou covardemente. Mas o verdadeiro arrependimento dos seus atos fez manifestar a imensa misericórdia de Deus, reconciliando-os com o salvador.

maiorca fm iurd
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