Qual o destino da alma humana após a morte?


“Ora havia certo homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo e que, todos os dias se regalava esplendidamente. Havia também certo mendigo, chamado Lázaro; coberto de chagas, que jazia a porta daquele; e desejava alimentar-se das migalhas que caíam da mesa do rico...Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão, morreu também o rico e foi sepultado. No inferno estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio”. (Lucas 16:19-23)

O Senhor Jesus inicia a história do homem rico e Lázaro dizendo: “Havia certo homem rico...” Quer dizer: Há algum tempo e em algum lugar, aconteceu de haver um homem rico e outro pobre chamado Lázaro. A partir desse texto sagrado, verifica-se logo que não se trata de uma parábola como alguns julgam ser. Uma parábola trata de uma narrativa alegórica onde é usado comparações, e ao citar nomes como Abraão, Moisés e Lázaro fica assim caracterizado um facto. Assim sendo, na história do rico e Lázaro temos uma realidade do destino da alma humana: o céu ou o inferno.

Nessa história do rico e do Lázaro, o Senhor Jesus não apenas procura desmistificar o futuro da alma humana, mas também deixar claro que o destino da alma humana é traçado enquanto a pessoa está viva, aqui neste mundo. Pois, “...aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo...” (Hebreus 9:27). Ainda que o mundo inteiro dobrasse os joelhos em oração, fossem feitas missas ininterruptas durante toda a existência humana e, ainda que toda a riqueza do mundo fosse oferecida em favor de uma só alma, mesmo assim nada se poderia mudar após a sua morte.

Não significa dizer que a sua riqueza era sinônimo de pecado e nem a extrema pobreza de Lázaro o fazia justo diante de Deus, pois Abraão era muitíssimo rico e nem por isso deixou de herdar a vida eterna. O problema desse rico era sua situação espiritual diante de Deus. Sua alegria, confiança e esperança estavam nos bens que possuía. Prova disso é “... que se vestia de púrpura e de linho finíssimo e que todos os dias, se regalava esplendidamente” (Lucas 16:19) Não creio que o Senhor tenha exagerado ao situar sua posição sócio-econômica desse homem. A ligação da sua vestimenta com o fato de se regalar esplendidamente, todos os dias, significava dizer que a riqueza era o motivo da sua alegria. Quer dizer: a alegria de sua alma não estava em Deus, seu criador, mas nos bens patrimoniais deste mundo passageiro.

A descrição desse homem rico fortalece a idéia de que ele era um tremendo incrédulo, apesar de ter conhecido Abraão e sua fé em Deus. Prova disso é que ele o chama de pai Abraão. Além disso, o fato dele desprezar o pobre Lázaro, mesmo estando à sua porta diariamente faminto, mostrava seu caráter egoísta e avarento. Sua riqueza, que podia muito bem servir para amenizar a dor de Lázaro, endurecia ainda mais seu coração para com Deus e as demais pessoas. De fato, sua riqueza era a causa de sua ruína. Bem disse o Senhor Jesus; “onde está o seu tesouro aí estará o seu coração.” (Lucas 12:34)

maiorca fm iurd
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