Vai e não peques mais!




Jesus, porém, foi para o Monte das Oliveiras. E pela manhã cedo tornou para o templo, e todo o povo vinha ter com ele, e, assentando-se, os ensinava. E os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério; E, pondo-a no meio, disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio ato, adulterando. E na lei nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes? Isto diziam eles, tentando-o, para que tivessem de que o acusar. João 8:1-7

Eles não foram até o Senhor Jesus para aprenderem ou com a intenção de fazer cumprir a Lei de Moisés, e a prova disso é que não levaram o homem que também devia ter sido punido, mas foram apenas com o intuito de ter algo para acusar o Senhor Jesus. Esse é o problema dos religiosos, eles não se veem nas pregações, eles não se perguntam: O que Deus quer falar comigo? O que eu preciso aprender? Mas tem sempre alguma coisa ou alguém para acusar.

“Mas Jesus, inclinando-se, escrevia com o dedo na terra.” João 8:1-7

Nesse simples gesto o Senhor Jesus nos ensina algo muito importante. Tudo o que escrevemos na areia é rapidamente apagado, como certas coisas na nossa vida que não vale a pena ficarmos carregando. Ao contrario do que se escreve na rocha que dura por muitos anos, tudo o que se escreve na areia, dura poucas horas. A nossa vida é como uma viagem. Quando voce vai viajar você só carrega o que for necessário, e qualquer outra coisa desnecessária, só fará peso na sua viagem. Mas infelizmente a cegueira provocada pela religiosidade, não permitia que eles entendessem esse ensinamento.

“E, como insistissem, perguntando-lhe, endireitou-se, e disse-lhes: Aquele que de entre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela. E, tornando a inclinar-se, escrevia na terra.” João 8:8

Enquanto a insensibilidade espiritual impedia que os religiosos vissem o sofrimento interior daquela mulher, o Senhor Jesus via sua dor e desejava restaurar sua vida. Da mesma forma que o Salvador a enxergou com olhos espirituais, aqueles que recebem o Espírito Santo passam a ver o que as pessoas naturais não veem: a necessidade da alma aflita. Com isso, vemos que, se de um lado, a mulher indefesa e perdida encontrou pessoas cruéis, do outro, encontrou a oportunidade de ser perdoada e acolhida por Deus. Ele, em Sua infinita justiça, dá oportunidade a todos.
Uma verdade incontestável: todos nós somos pecadores. Diante disso, somente quem é perfeito está qualificado para exercer a função de juiz espiritual, e assim julgar e condenar os outros por seus erros. Muitos acreditam que, pelo fato de conhecerem as Escrituras, são privilegiados diante de Deus; no entanto, conhecer a Verdade e não obedecer a ela torna o ser humano ainda mais culpado perante o Senhor. O pecado de quem se torna acusador é maior que todos os pecados do acusado.

“Porém ouvindo eles isto, acusados pela consciência, saíram um a um a começar pelos mais velhos até aos últimos; ficou só Jesus e a mulher que estava no meio.” João 8:9

O Senhor Jesus trabalhou na consciência daqueles homens, de modo que, a começar pelos mais velhos, um a um foi intimamente lembrado da sua condição espiritual e repreendido por seus próprios erros. Isso mostra que, mesmo que a natureza humana esteja corrompida e degenerada, ela traz dentro de si noções essenciais das Leis de Deus, como a reprovação de matar, mentir, caluniar, roubar etc. Portanto, cabe à consciência o papel de despertar o ser humano e deixá-lo sensível à ação do Espírito Santo. Aqueles que, com temor, lutam para conservar a consciência limpa mantêm a sua Salvação.


“E, endireitando-se Jesus, e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais.” João 8:1-11

Os acusadores viam ela como uma adultera enquanto o Senhor Jesus a via como uma alma que deseja o perdão. Embora o Senhor Jesus não tivesse pecado e por isso podia condena-la, Ele não o fez, porque Ele não veio para condenar, mas para salvar os arrependidos “Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.”João 3:17 A única coisa que o Senhor Jesus exigiu para que ela não fosse condenada foi um simples: (…) Vai e não peques mais!

O mesmo Deus misericordioso que concedeu uma segunda chance para aquela mulher adultera, é o mesmo que hoje te dá uma nova chance, ainda que voce esteja rodeado de acusadores com diversas pedras nas mãos, se você está disposto a deixar essa vida de erros como aquela mulher também desejava, então seja perdoado, e nenhuma condenação mais lhe acusará!


Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito. Romanos 8:1

maiorca fm iurd
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